Programação formativa do FIT Rio Preto 2026 promove debates, oficinas e residências sobre os rumos das artes cênicas
O Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (FIT Rio Preto) 2026 amplia sua atuação para além dos espetáculos e aposta em uma extensa programação formativa voltada ao fortalecimento das artes cênicas. Entre os dias 15 e 25 de julho, o festival reúne mais de 15 atividades gratuitas, entre oficinas, residências, mesas de discussão, workshops e um seminário, que incentivam a troca de experiências entre artistas, estudantes, pesquisadores e o público.
As ações começam antes mesmo da abertura oficial do festival e propõem reflexões sobre criação artística, diversidade, memória, acessibilidade, representatividade e formação de público. A programação será realizada em diferentes espaços da cidade, como o Sesc Rio Preto, Teatro Municipal Nelson Castro, Complexo Swift de Educação e Cultura, Senac, SESI, Casa de Cultura Dinorath do Valle e Favela Marte.
Embora todas as atividades sejam gratuitas, algumas exigem inscrição prévia ou retirada de ingressos, conforme a modalidade. As inscrições serão abertas nesta sexta-feira (10), às 18h, e a programação completa está disponível no site oficial do FIT.
Segundo o coordenador artístico do festival, Denis Salzano, a proposta deste ano fortalece a integração entre a programação artística e as ações de formação.
"O FIT Rio Preto se constrói também por meio de suas ações formativas. Este ano, a curadoria dessas atividades foi realizada pelo mesmo grupo responsável pela seleção dos espetáculos, criando uma forte sinergia entre os artistas convidados e as atividades de formação", destaca.
Atividades práticas e reflexivas
A programação contempla encontros que abordam desde processos criativos e curadoria até temas como ancestralidade, teatro negro, acessibilidade, protagonismo LGBTQIAPN+, teatro para as infâncias e memória nas artes cênicas.
Entre os destaques estão a Residência de Registro Fotográfico e Audiovisual para as Artes da Cena, dedicada à documentação do festival por meio da fotografia e do audiovisual, e a residência Bando de Sonhadores, que propõe uma investigação artística sobre descanso, sonho e cuidado coletivo, encerrando suas atividades com uma apresentação aberta durante o Rolê do FIT.
As mesas de discussão também integram a programação, promovendo encontros com os curadores da edição, uma homenagem ao legado de Zé Celso Martinez Corrêa e debates sobre os desafios da produção teatral contemporânea.
Já as oficinas e vivências práticas oferecem experiências em diferentes linguagens, incluindo comicidade, fotografia, audiovisual, máscaras e vestimentas no teatro afro-indígena, arte surda em Libras, Teatro Preto, iniciação teatral para crianças e outras metodologias voltadas à experimentação artística. Workshops, compartilhamentos e aberturas de processos criativos completam a programação, aproximando o público dos bastidores da criação.
Outro momento importante será o Seminário FIT 2027: Uma Construção Coletiva, que reunirá artistas, produtores, pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil para discutir o futuro do festival, fortalecendo o diálogo sobre políticas culturais e a construção colaborativa da próxima edição.
Foto: Victor Natureza.
