Cisne Negro Cia. de Dança apresenta duas obras que conectam ancestralidade e cultura urbana no Sesc Rio Preto
Com quase cinco décadas de história, a Cisne Negro Cia. de Dança se apresenta no Sesc Rio Preto no dia 31 de outubro, às 20h, com o programa “Calunga e Que Tal o Impossível?”. As duas obras exploram diferentes referências da cultura brasileira e aproximam dança, música, memória e identidade em criações que transitam entre tradições populares e a efervescência urbana.
O programa reúne trabalhos de diferentes momentos da trajetória da companhia. Criada em 2011 por Rui Moreira, “Calunga” parte da obra Maracatu de Chico Rei, do compositor Francisco Mignone, para explorar as tradições afro-brasileiras. Já “Que Tal o Impossível?”, criação de 2025 assinada por Jorge Garcia, tem como inspiração a obra musical de Itamar Assumpção e presta uma homenagem poética à cidade de São Paulo e à sua diversidade cultural.
Em “Calunga”, Rui Moreira transforma ritmos, cortejos e símbolos do maracatu em uma linguagem coreográfica contemporânea. A criação é resultado de uma pesquisa histórica e estética sobre manifestações populares brasileiras e aborda a trajetória de Chico Rei, personagem presente no imaginário afro-brasileiro. Com imagens ritualísticas e movimentos intensos, a obra evoca ancestralidade, resistência e espiritualidade, destacando a influência das heranças africanas na formação cultural do país. Reconhecido pela pesquisa sobre corporeidades negras e manifestações populares, Moreira é um dos nomes de destaque da dança contemporânea brasileira.
Em “Que Tal o Impossível?”, o foco se volta para a atmosfera das noites paulistanas. Inspirado na canção homônima de Itamar Assumpção, um dos expoentes da Vanguarda Paulista, o espetáculo combina dança, teatralidade e musicalidade brasileira para explorar encontros, afetos e experiências coletivas. A partir de uma pesquisa sobre a vida urbana da capital, Jorge Garcia constrói uma narrativa cênica que reflete a diversidade cultural da cidade. A trilha sonora tem direção de Maurício Badé e Bruno Buarque, com curadoria musical de Anelis Assumpção, filha de Itamar, que também participa da produção artística da obra.
Ao reunir referências afro-brasileiras e sonoridades da música urbana, “Calunga e Que Tal o Impossível?” estabelece um diálogo entre tradição e contemporaneidade. A apresentação propõe uma experiência que percorre diferentes paisagens culturais do Brasil, mostrando como a dança pode traduzir histórias, identidades e territórios por meio do corpo e da música.
Calunga (2011)
Ficha técnica:
Coreografia: Rui Moreira
Música: Francisco Mignone - Maracatu de Chico Rei e temas incidentais do projeto Pesquisas Folclóricas do Brasil
Argumento: Mário de Andrade
Figurinos e adereços: Gustavo Silvestre
Confecção de figurinos: Camarim Artigos para Dança
Iluminação: Rui Moreira e Raquel Balekian
Que Tal o Impossível? (2025)
Ficha técnica:
Direção artística: Dany Bittencourt
Concepção e coreografia: Jorge Garcia
Música: Itamar Assumpção
Trilha sonora: Maurício Badé
Mixagem: Bruno Buarque
Curadoria musical: Anelis Assumpção
Participações especiais: Anelis Assumpção e Rubi Assumpção
Cenografia: Leo Ceolin
Iluminação: Rossana Boccia
Figurino: João Pimenta
Serviço:
Espetáculo
Calunga e Que Tal o Impossível?
Com Cisne Negro Cia. de Dança Coreografias de Rui Moreira (Calunga) e Jorge Garcia (Que Tal o Impossível?)
Entre os cortejos ancestrais de “Calunga”, inspirado em “Maracatu de Chico Rei”, de Francisco Mignone, e a pulsação urbana da canção “Que Tal o Impossível?”, de Itamar Assumpção, o programa atravessa memória, ancestralidade, música e identidade brasileira em duas criações contemporâneas, conectando ritual, cidade, corpo e imaginação cênica.
Dia 31. Sábado, 20h. Teatro. R$15,00 (Credencial plena), R$25,00 (Meia-entrada), R$50,00 (Inteira). Vendas apenas na bilheteria. Lugares limitados. Autoclassificação livre.
Duração: 70 minutos (com 5 minutos de intervalo).
